Frederick Pohl

Marco A. M. Bourguignon

Os primeiros trabalhos de Pohl como editor foram na Astonishing Stories e na Super Science Stories no começo de 1940 até o final de 1941. Durante este tempo, publicou alguns trabalhos dando a si mesmo lugar de destaque no gênero. Depois se tornou editor-ajudante destas revistas até 1943. Durante a Segunda Guerra Mundial passou a atuar como agente literário. Não voltou a trabalhar como editor até que obteve um posto de ajudante de H. L. Gold, na Galaxy Science Fiction. Durante este tempo, continuou escrevendo com vários pseudônimos, algo que já fizera antes em colaboração com outros autores. Pohl logo ocupou o posto de diretor da Galaxy em 1961 e ficou ali até 1969, publicando também a revista IF durante o mesmo período de tempo. IF ganhou o prêmio Hugo de melhor revista três vezes seguidas, desde 1966 a 1968. Além de publicar revistas, publicou muitas antologias, algumas próprias e outra com trabalho de outros autores ao longo da sua vida.A história da contribuição escrita de Pohl ao gênero, remonta-se à sua relação com um grupo de fãs de ficção científica, os futurians, no final dos anos 30 e começo dos 40, que incluía membros como James Blish e Isaac Asimov, que tentavam formar uma base de fãs e fazer suas próprias carreiras. Publicou os seus primeiros trabalhos em forma de colaboração com os outros membros do grupo. Leia o resto desta entrada »

André Carneiro

Marco A. M. Bourguignon

“A FC não é algo escapista, mas sim um caminho para colocar o homem na fantástica realidade do progresso humano.”

“-…palavras escritas permanecem sempre as mesmas e a realidade muda a cada segundo…usamos palavras como caixas mágicas que parecem repletas de coisas mas estão completamente vazias quando as abrimos.”

– André Carneiro, In: Amorquia, Editora Aleph, 1990.

André Carneiro é considerado um dos mais importantes escritores e crítico de Ficção Científica no Brasil, foi através da sua obra que a Ficção cinetífica ganhou notoriedade no exterior. Não só com a sua prosa, mas também com a sua poética, mas sem nunca abandonar a dedicação em outras artes.

Como cineasta foi premiado no Brasil e no exterior. Ganhou o concurso Nacional de roteiros, no Quarto Centenário de São Paulo. Representou o Brasil, no Concurso Internacional para Filmes Artístico, na Inglaterra, com o filme “Solidão” (exibido na França e na Itália). Colaborou e fez roteiros com o cineasta Abilio Pereira de Almeida, Roberto Santos entre outros. O roteiro sobre a vida de Meneguetti foi comprado por Carlo Ponti. Teve o conto “O mudo” transformado em filme de longa metragem, dirigido por Júlio Xavier da Silveira em produção da Embrafilme. Atuou no cinema publicitário dirigindo curtas metragens e comerciais na televisão. Também, como professor de roteiros, organizou um filme piloto para série de televisão, no Senac. Leia o resto desta entrada »

Especial Poul Anderson

Antonio Lohan

Foi durante os anos 50, para ser mais exato, a partir de 1953, que a carreira de Poul Anderson foi impulsionado com a publicação de de 19 histórias nas revistas: Astounding Science Fiction, Galaxy e Fantasy & Science Fiction, além de três romances. Apesar de ter iniciado sua carreira em 1947, quando apareceu no cenário da Ficção Científica. A história que de fato fez grande sucesso e impulsionou sua carreira foi A Hora da Inteligência (Brain Wave 1953). Neste período foi galhardoado com sete prêmios Hugos e três Nébulas, além do título de Grande Mestre Nebula (dado pela Science Fiction Writers of America).

Durante a década de 60 publicou diversas space-operas, muitas baseadas em impérios terrestres que colonizam gradualmente as estrelas. Ele investe na série de contos e romances ambientados no universo da Psychotechnic League. Fazem parte deste ciclo os livros: Cold Victory {Falsa Vitória), de 1982 e The Snows ofGanymede (Os Gelos de Ganimede), de 1958, entre outros. Muitos dos seus personagens eram mercadores e heróis militares, como o soldado Dominic Flandry. Em 1960 escreveu, A Grande Cruzada (Hight Cruzade – 1960), relançado em 1982, com uma ampliação. A história fala sobre a resistência terrestre à uma invasão alienígena. Leia o resto desta entrada »

André Carneiro

Marco A. M. Bourguignon

“A FC não é algo escapista, mas sim um caminho para colocar o homem na fantástica realidade do progresso humano.”

“-…palavras escritas permanecem sempre as mesmas e a realidade muda a cada segundo…usamos palavras como caixas mágicas que parecem repletas de coisas mas estão completamente vazias quando as abrimos.”

– André Carneiro, In: Amorquia, Editora Aleph, 1990.

André Carneiro é considerado um dos mais importantes escritores e crítico de Ficção Científica no Brasil, foi através da sua obra que a Ficção cinetífica ganhou notoriedade no exterior. Não só com a sua prosa, mas também com a sua poética, mas sem nunca abandonar a dedicação em outras artes.

Como cineasta foi premiado no Brasil e no exterior. Ganhou o concurso Nacional de roteiros, no Quarto Centenário de São Paulo. Representou o Brasil, no Concurso Internacional para Filmes Artístico, na Inglaterra, com o filme “Solidão” (exibido na França e na Itália). Colaborou e fez roteiros com o cineasta Abilio Pereira de Almeida, Roberto Santos entre outros. O roteiro sobre a vida de Meneguetti foi comprado por Carlo Ponti. Teve o conto “O mudo” transformado em filme de longa metragem, dirigido por Júlio Xavier da Silveira em produção da Embrafilme. Atuou no cinema publicitário dirigindo curtas metragens e comerciais na televisão. Também, como professor de roteiros, organizou um filme piloto para série de televisão, no Senac. Leia o resto desta entrada »

Frederick Pohl

Marco A. M. Bourguignon

Os primeiros trabalhos de Pohl como editor foram na Astonishing Stories e na Super Science Stories no começo de 1940 até o final de 1941. Durante este tempo, publicou alguns trabalhos dando a si mesmo lugar de destaque no gênero. Depois se tornou editor-ajudante destas revistas até 1943. Durante a Segunda Guerra Mundial passou a atuar como agente literário. Não voltou a trabalhar como editor até que obteve um posto de ajudante de H. L. Gold, na Galaxy Science Fiction. Durante este tempo, continuou escrevendo com vários pseudônimos, algo que já fizera antes em colaboração com outros autores. Pohl logo ocupou o posto de diretor da Galaxy em 1961 e ficou ali até 1969, publicando também a revista IF durante o mesmo período de tempo. IF ganhou o prêmio Hugo de melhor revista três vezes seguidas, desde 1966 a 1968. Além de publicar revistas, publicou muitas antologias, algumas próprias e outra com trabalho de outros autores ao longo da sua vida.A história da contribuição escrita de Pohl ao gênero, remonta-se à sua relação com um grupo de fãs de ficção científica, os futurians, no final dos anos 30 e começo dos 40, que incluía membros como James Blish e Isaac Asimov, que tentavam formar uma base de fãs e fazer suas próprias carreiras. Publicou os seus primeiros trabalhos em forma de colaboração com os outros membros do grupo. Leia o resto desta entrada »

O Estranho (?) Mundo de Tim Burton

Ademir Pascale

Timothy William Burton - sob o pseudônimo de “Tim Burton” -, nasceu em Burbank, na Califórnia, no dia 25 de agosto de 1958. Burton foi um garoto sonhador e apaixonado - para não dizer, obcecado - por filmes de terror de baixo-orçamento. Já na adolescência, ganhou uma bolsa da Disney para estudar no Instituto das Artes da Califórnia por três proveitosos anos e, logo após, foi contratado pela Walt Disney Studios, com o cargo de Aprendiz de Animador.

Quem diria que anos depois seria o grande cineasta Tim Burton?

A Disney, infelizmente, não mostrou muito interesse pelos trabalhos “estranhos” de Burton, deixando o grande garoto infeliz (as personagens dos desenhos animados de Burton geralmente são dotados de grandes olhos esbugalhados – isso quando possuem olhos –, são maltrapilhos e, na maioria das vezes, como a própria Disney pronunciou, parece que foram “atropelados”.

O cenário gótico também é um dos pontos marcantes do cineasta. Notem que a maioria dos grandes gênios mundiais, cineastas, cientistas, físicos, matemáticos, artistas, autores, etc., sempre encontraram terríveis obstáculos no percurso do sucesso, simplesmente pelo fato de serem diferentes e incompreendidos. Leia o resto desta entrada »

LOVECRAFT : uma descida ao mundo das trevas.

Anna Creusa

Um livro sobre Gnose do século XX deveria incluir o romancista fantástico H.P.Lovecraft, que se inspirou no relatório siríaco de Teodor bai Konai, sobre maniqueísmo”
(História da Filosofia Oculta. Alexandrian. Coleção Esfinge, página 76).

Até o início da conquista espacial convencionou-se, mesmo para os não crentes e não crédulos, associar ao céu entidades benévolas. Hoje, os avanços da ciência, principalmente da física quântica, mostram-nos uma face desconhecida do cosmos: energias com cargas atômicas diferentes, carregadas com anti-matéria, sustentadas por outras leis cósmicas, uma face que Lovecraft, já no início do século mostrava em suas histórias e que alicerçou a teogonia e a cosmogonia que iriam influenciar muitos, às quais não fiquei imune. Meu interesse pelos estudos alquímicos e um discreto namoro com a astronomia justificam a cumplicidade que tenho tido, estes anos todos, com Lovecraft.

O gênese lovecraftiano pode ser reconstruído através de seus contos e novelas e as demais do círculo de Lovecraft, a maioria saída do WT( grupo de escritores da revista Werd Tales ). Contam a saga das raças pré-humanas: os Antigos, também conhecidos como Primordiais, vieram dos espaços interestelares e fixaram-se no continente antártico, numa era que é temeroso datar. Documentos tão antigos quanto elas, narram a epopéia das guerras travadas contra outras raças: dos polvos cósmicos de Cthulhu, raça que construiu em um reduto do Pacífico, na lendária Ponapé, a cidade pétrea de R’lyeh; dos shoggoths, uma raça de servos por ela criada e contra os lendários Mi-Go, uma raça galática de crustáceos. Expulsa pelos deuses Arquetípicos, uma raça benévola, também conhecida como Ancestrais, ela vive no exterior, na superfície do planeta e conta com o auxílio de bruxos, feiticeiros e incautos para abrirem as portas que dão para o limiar, região conhecida na literatura esotérica como cauda draconis, representada por um dragão com a cauda na boca, simbolizando as trevas circulares do deus Amenti que circundam a Terra e têm conotação com as forças destrutivas. Leia o resto desta entrada »

Philip K. Dick

Marco A. M. Bourguignon

Philip K. Dick tem sido um dos autores mais elogiado por críticos, escritores e admiradores, sendo um dos mais imprevisível autores, onde o domínio de humor existencial e a trama complexa não tem rival no campo da Ficção Científica.

O autor consegue enxergar o futuro, não pela evolução e transformações tecnológica, mas se atendo às pessoas.  Isso o faz ultrapassar os limites do gênero.  Seus personagens não são heróis ou heroínas tradicionais, são cidadãos comuns do futuro, lutando contra os problemas humanos normais:  dificuldades financeiras, trabalho e relacionamentos.

Depois de se concentrar nos romances, não abandonou os contos curtos como:  The World Jones Made, The Cosmic Puppet, Eye in the Sky e Time Out of Joint.  Ganhou o Prêmio Hugo em 1962 de melhor romance com The Man in the High Castle (O homem do castelo alto). Leia o resto desta entrada »